A Assembleia de Minas na ditadura militar
DOI:
https://doi.org/10.62551/2595-4539.2026.541Palabras clave:
Accountability. Redes sociais. Controle social. Mobilização. Educação.Resumen
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais apoiou entusiasticamente o golpe civil-militar de 1964 e assumiu, em um primeiro momento, uma postura subserviente ao regime. Com o tempo, porém, foram se instaurando tensões entre a Casa e os militares. À medida que o regime se tornava mais autoritário, o Legislativo tinha suas competências progressivamente subtraídas, sofrendo interferências externas cada vez maiores. Em resposta, vários deputados – e não somente da oposição – enfrentaram o Governo para manter a Assembleia aberta e funcionando com o mínimo de autonomia. O presente artigo busca reconstruir esses embates, mostrando como os militares menosprezavam o Poder Legislativo, e como manter a Assembleia de Minas aberta naqueles anos não foi tarefa fácil.
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