Governo de si: maternidade como refúgio na prisão
DOI :
https://doi.org/10.62551/2595-4539.2026.560Mots-clés :
Encarceramento feminino, Maternidade, Governo, Assistência, ResistênciaRésumé
Les réflexions présentées ici résultent d’une ethnographie menée à l’Établissement pénitentiaire de Tires (Portugal), centrée sur la Maison des Mères (Casa das Mães), un espace destiné aux femmes enceintes et aux femmes incarcérées avec des enfants âgés de moins de cinq ans. La recherche a mobilisé une approche méthodologique combinée, comprenant l’observation participante, l’analyse documentaire, des entretiens ainsi que la projection et la discussion de films documentaires. Cette étude privilégie le point de vue des interlocutrices, en mettant en lumière les stratégies qu’elles mobilisent dans les dynamiques de négociation, de contestation et de gestion du quotidien carcéral, ainsi qu’au-delà de celui-ci. Les pratiques de résistance décrites ne se configurent pas uniquement comme une opposition au pouvoir établi, mais également comme des actions qui, parfois, s’y articulent ou s’en démarquent, constituant ainsi un champ ambigu traversant à la fois la constitution de l’État et l’expérience de la maternité en contexte carcéral.
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