Governo de si: maternidade como refúgio na prisão

Autores

  • Ana Gabriela Mendes Braga UNESP

DOI:

https://doi.org/10.62551/2595-4539.2026.560

Palavras-chave:

Encarceramento feminino, Maternidade, Governo, Assistência, Resistência

Resumo

As reflexões aqui apresentadas resultam de uma etnografia conduzida no Estabelecimento Prisional de Tires (Portugal), com foco na Casa das Mães – espaço destinado a gestantes e mulheres encarceradas com filhos de até 5 anos. A pesquisa empregou uma abordagem metodológica combinada, incluindo observação participante, análise documental, entrevistas, projeção e discussão de filmes documentários. Neste estudo, privilegia-se a perspectiva das interlocutoras, com o intuito de evidenciar as estratégias por elas mobilizadas na disputa e na gestão do cotidiano prisional, bem como fora dele. As práticas de resistência relatadas não se configuram apenas como oposição ao poder instituído, mas também como ações que ora se integram, ora se contrapõem a ele, compondo um campo ambíguo que atravessa tanto a Constituição do Estado quanto a vivência da maternidade em contexto prisional.

Biografia do Autor

Ana Gabriela Mendes Braga, UNESP

Livre docente, doutora e mestra em Direito Penal e Criminologia pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-doutorados na Universidade de Brasília (UnB) e no Centro em Rede de Investigação em Antropologia (Cria – Uminho). Professora de graduação e de pós-graduação em Direito na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

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Publicado

19/08/2026

Como Citar

Mendes Braga, A. G. (2026). Governo de si: maternidade como refúgio na prisão. Cadernos Da Escola Do Legislativo, 28(48), 1–24. https://doi.org/10.62551/2595-4539.2026.560

Edição

Seção

DOSSIÊ TEMÁTICO